E AGORA?
Tudo estava dentro da mais perfeita rotina. Perfeita é modo de falar, claro. Estávamos quase enlouquecendo. As cobranças, os trabalhos pareciam infinitos, não havia tempo de qualidade para a família, não havia tempo de qualidade para nós mesmos.
E então, aconteceu. Uma das piores coisas que eu já presenciei em minha vida. E a coisa estava longe. E a vida continuava. E a coisa foi se espalhando. e a vida continuava. E as pessoas se preocupavam com o carnaval. E outras pessoas não se preocupavam. E não deu mais tempo para se lamentar: ela já estava entre nós. Com nome próprio e tudo: COVID-19.
Em um dia, sexta-feira (13/03), para ser mais exata, estávamos dando aulas, todos juntos, pensando no mundo sofrendo e no Brasil abrindo os olhos. No sábado, já recebemos a notícia de que não retornaríamos ao nosso convívio em comunidade na segunda-feira. Parecia que sabiam de algo mais que a gente não podia saber.
E as escolas fecharam suas portas, protegendo funcionários, alunos e familiares; tentando administrar um amargo prejuízo que se projetava em um futuro bem próximo. E tudo que a gente ouvia e pedia era: Fique em casa!